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Mitos e verdades sobre alimentação e câncer
Açúcar, jejum, dietas da moda: o que as evidências dizem e por que restrições sem avaliação podem prejudicar.
Quem recebe um diagnóstico costuma ouvir muitos conselhos sobre comida. Boa parte vem com carinho, mas nem tudo tem fundamento. Veja alguns dos temas mais comuns à luz das evidências disponíveis.
“Cortar todo o açúcar trata o câncer.”
Não há evidência de que isso trate a doença. Todas as células do corpo usam glicose, e retirar grupos alimentares pode reduzir a ingestão de energia em um momento em que ela é importante. Moderar açúcares faz parte de uma alimentação equilibrada, o que é diferente de tratá-los como causa ou cura.
“Jejum e dietas muito restritivas ajudam no tratamento.”
As diretrizes da ESPEN desaconselham dietas que restrinjam a ingestão de energia em pessoas com desnutrição ou em risco de desenvolvê-la. Qualquer mudança desse tipo precisa ser discutida com a equipe.
“Se é natural, não faz mal.”
Chás, ervas e suplementos podem interagir com medicamentos e interferir no tratamento. Informe sua equipe sobre tudo o que você usa.
“Alimentação não faz diferença.”
Também não é verdade. A alimentação não substitui o tratamento médico, mas um bom estado nutricional é parte importante do cuidado. Depois do tratamento, um padrão alimentar saudável e a atividade física, conforme orientação profissional, fazem parte das recomendações para sobreviventes de câncer.
Referências
- Arends J, et al. ESPEN guidelines on nutrition in cancer patients. Clinical Nutrition, 2017;36(1):11-48.
- Muscaritoli M, et al. ESPEN practical guideline: Clinical Nutrition in cancer. Clinical Nutrition, 2021;40(5):2898-2913.
- Rock CL, et al. American Cancer Society nutrition and physical activity guideline for cancer survivors. CA: A Cancer Journal for Clinicians, 2022;72(3):230-262.
